O que a Tecnologia VPN faz e Qual Seu Papel na Segurança

Tecnologia VPN sendo usada em dispositivo móvel

A tecnologia VPN (Virtual Private Network) estabelece uma rede virtual que conecta usuários a servidores remotos, criando um canal seguro para o tráfego de dados.

Este artigo explora o funcionamento de uma VPN, abordando seus componentes, protocolos, criptografia e aplicações. A seguir, apresentaremos uma análise para você dos mecanismos que garantem a integridade e a confidencialidade das comunicações por meio dessa tecnologia.

Introdução da Tecnologia VPN

Em ambientes corporativos e pessoais, a necessidade de transmitir dados de forma segura e privada instiga a adoção de redes virtuais.

Uma VPN estabelece uma conexão entre o dispositivo do usuário e um servidor localizado em outro ponto da rede, isolando a comunicação do acesso público. O uso desta ferramenta possibilita o acesso a recursos restritos e a proteção contra interceptações indesejadas.

A seguir, são apresentados os conceitos fundamentais que embasam o funcionamento de uma VPN.

Definição e Propósito da Tecnologia VPN

Uma VPN constitui uma rede privada construída sobre uma infraestrutura pública, como a internet.

Essa configuração permite que os dados trafeguem por um túnel criptografado, reduzindo a exposição a ataques e interceptações. A técnica empregada separa o tráfego comum do tráfego protegido, garantindo a confidencialidade das informações transmitidas.

A arquitetura de uma VPN estabelece uma camada adicional de segurança, isolando os dados de acessos externos não autorizados.

Funcionamento Técnico da Tecnologia VPN

O funcionamento de uma VPN assenta em dois pilares principais: o estabelecimento do túnel e a criptografia dos dados. Cada etapa exige a aplicação de protocolos e técnicas específicas para assegurar que a comunicação permaneça imune a interceptações.

Estabelecimento do Túnel

Quando um usuário acessa um site ou serviço online sem uma VPN, os dados enviados e recebidos seguem diretamente pela internet, visíveis para provedores de internet (ISPs), redes locais e possíveis invasores.

Com uma VPN, os dados são primeiro encapsulados, ou seja, são colocados dentro de um novo “pacote” de dados. Esse encapsulamento protege a informação original ao escondê-la dentro de outra estrutura de rede.

Por exemplo, imagine que o dado original seja uma carta dentro de um envelope transparente. Sem uma VPN, qualquer pessoa que intercepte a carta pode ler seu conteúdo. Já com a VPN, essa carta é colocada dentro de um novo envelope opaco, impedindo que terceiros visualizem o que está escrito.

Criptografia dos Dados na Tecnologia VPN

A criptografia representa o mecanismo de proteção que impede a leitura não autorizada dos dados trafegados. A tecnologia VPN utiliza algoritmos de criptografia que transformam o conteúdo das mensagens em um formato ininteligível para agentes externos.

Apenas o dispositivo que detém a chave de descriptografia apropriada consegue acessar o conteúdo original.

Entre os algoritmos comuns, destacam-se o AES (Advanced Encryption Standard) e o 3DES (Triple Data Encryption Standard). A escolha do algoritmo depende das políticas de segurança adotadas pela organização e dos requisitos de desempenho da conexão.

A principal diferença entre AES (Advanced Encryption Standard) e 3DES (Triple Data Encryption Standard) está na segurança, eficiência e estrutura de criptografia.

  • AES: Um algoritmo de criptografia simétrica mais moderno e seguro, que usa blocos de 128 bits e suporta chaves de 128, 192 ou 256 bits. Ele é mais rápido e eficiente devido à sua estrutura baseada em substituição e permutação.
  • 3DES: Uma versão aprimorada do antigo DES (Data Encryption Standard), que aplica o algoritmo três vezes em cada bloco de 64 bits, utilizando chaves de 112 ou 168 bits. Embora tenha sido um avanço sobre o DES original, é mais lento e menos seguro do que o AES devido ao tamanho do bloco menor e vulnerabilidades conhecidas.

O AES substituiu o 3DES como padrão de criptografia recomendado, sendo amplamente adotado para VPNs, comunicações seguras e proteção de dados.

A troca de chaves representa um elemento central na criação do canal seguro. A negociação inicial envolve protocolos que estabelecem uma chave secreta compartilhada.

Essa etapa, realizada por meio de técnicas como o Diffie-Hellman, permite que ambas as partes concordem com uma chave sem a necessidade de transmiti-la diretamente. O resultado é uma conexão em que cada pacote de dados apresenta uma camada criptografada que protege o conteúdo contra interceptações.

Protocolos Empregados em VPNs

A implementação de uma VPN requer a adoção de protocolos que definem as regras de comunicação e segurança. Entre os protocolos mais utilizados, destacam-se o OpenVPN, IPSec, L2TP e PPTP. Cada um deles apresenta características que se adequam a diferentes cenários e necessidades.

OpenVPN

O OpenVPN constitui um protocolo de código aberto que utiliza bibliotecas de criptografia robustas.

Este protocolo estabelece o túnel de forma segura, oferecendo flexibilidade na configuração e compatibilidade com diversas plataformas.

O protocolo da negociação de chaves permite a utilização de diferentes algoritmos de criptografia. A implementação do OpenVPN requer a instalação de software dedicado tanto no dispositivo do usuário quanto no servidor.

IPSec

Seu funcionamento envolve a criação de túneis criptografados e a verificação da autenticidade das partes envolvidas. IPSec opera em dois modos distintos: o transporte, que protege apenas o conteúdo dos pacotes, e o túnel, que encapsula o pacote inteiro. Essa flexibilidade possibilita a aplicação de políticas de segurança de acordo com os requisitos específicos de cada ambiente.

A configuração do IPSec exige a definição de políticas de segurança e a negociação de chaves por meio de protocolos como IKE (Internet Key Exchange). O resultado é uma comunicação protegida que atende a padrões internacionais de segurança.

L2TP e PPTP

O L2TP (Layer 2 Tunneling Protocol) estabelece um túnel seguro e, em sua maioria, integra-se ao IPSec para oferecer uma camada adicional de criptografia. O protocolo L2TP organiza a estrutura do túnel, enquanto o IPSec garante a proteção dos dados.

Já o PPTP (Point-to-Point Tunneling Protocol) apresenta uma arquitetura mais simples, mas está sujeito a vulnerabilidades conhecidas. Por essa razão, a escolha do PPTP tende a ocorrer em cenários onde a facilidade de configuração se sobrepõe à necessidade de alta segurança.

Ambos os protocolos apresentam características que atendem a demandas específicas, e a seleção entre eles deve considerar o equilíbrio entre desempenho, compatibilidade e segurança.

Processos de Autenticação e Negociação de Chaves

A autenticidade das partes envolvidas na comunicação representa um dos pontos centrais no funcionamento de uma VPN.

Os mecanismos de autenticação empregam certificados digitais, senhas e tokens de segurança que garantem que somente usuários autorizados acessem a rede privada. Durante o estabelecimento da conexão, os dispositivos realizam um intercâmbio de informações que confirma a identidade de cada parte.

A negociação de chaves ocorre na etapa inicial da sessão. Técnicas como o protocolo Diffie-Hellman possibilitam que ambas as partes definam uma chave secreta compartilhada sem que esta transite pela rede em formato claro.

O resultado é uma conexão na qual cada transmissão de dados apresenta uma camada criptografada que protege o conteúdo contra acessos externos.

A integridade da comunicação é reforçada pela utilização de algoritmos de hash e assinaturas digitais. Esses mecanismos detectam qualquer alteração nos pacotes transmitidos e garantem que os dados permaneçam inalterados durante o percurso entre o dispositivo do usuário e o servidor remoto.

Criptografia e Integridade dos Dados

O emprego de técnicas de criptografia assegura que a transmissão dos dados não seja interceptada ou modificada por agentes externos. Algoritmos como AES e 3DES transformam as informações em sequências complexas que somente o receptor autorizado consegue decifrar.

A força da criptografia está diretamente relacionada ao tamanho da chave e à complexidade do algoritmo.

Além da criptografia, os mecanismos de integridade dos dados monitoram cada pacote transmitido. Técnicas de checksum e algoritmos de hash verificam a autenticidade dos dados, detectando qualquer tentativa de alteração durante a transmissão.

Esse conjunto de processos assegura que a comunicação permaneça estável e confiável, mesmo em ambientes com elevado risco de interceptação.

A combinação de criptografia e verificação de integridade forma a base da segurança oferecida por uma VPN. A proteção conferida a cada camada da transmissão dificulta a atuação de agentes mal-intencionados que buscam acessar ou modificar informações sensíveis.

Aspectos de Desempenho e Limitações

A implementação de uma VPN envolve a sobreposição de uma camada de segurança à infraestrutura de rede existente. Este acréscimo gera um impacto mensurável no desempenho, pois a criptografia e o encapsulamento dos dados exigem recursos computacionais adicionais. Em ambientes com alta demanda de transmissão de dados, o processamento dos pacotes criptografados afeta a latência e a velocidade de conexão.

Os dispositivos utilizados, tanto do lado do usuário quanto do servidor, devem possuir capacidade de processamento compatível com as demandas impostas pelos algoritmos de criptografia.

A utilização de hardware dedicado para aceleração da criptografia representa uma solução adotada por organizações que necessitam manter altos níveis de desempenho.

Outra limitação relevante refere-se à largura de banda disponível.

A sobreposição de informações de controle e os dados criptografados aumentam o volume total de dados transmitidos. Em redes com restrição de largura de banda, o uso de uma VPN demanda uma análise cuidadosa dos recursos disponíveis e das necessidades de transmissão de dados.

Aplicações e Cenários de Uso da Tecnologia VPN

A tecnologia VPN encontra aplicação em diversos cenários, abrangendo ambientes corporativos e individuais. Entre os principais casos de uso, destacam-se:

  • Acesso Remoto a Redes Internas: Empresas estabelecem conexões seguras para permitir que funcionários acessem sistemas internos a partir de locais externos. O túnel criptografado garante que a comunicação entre o dispositivo remoto e a rede corporativa permaneça protegida contra interceptações.
  • Conexão entre Filiais: Organizações com múltiplas unidades geográficas utilizam VPNs para integrar suas redes. O uso de túneis criptografados facilita a troca de informações entre escritórios distantes, mantendo a integridade dos dados.
  • Proteção de Dados em Redes Públicas: Usuários que se conectam a redes Wi-Fi em locais públicos utilizam VPNs para isolar o tráfego de dados. A proteção oferecida reduz os riscos associados a ambientes com elevado índice de atividades maliciosas.
  • Contorno de Restrições Geográficas: Em determinados contextos, a VPN atua na configuração de endereços IP provenientes de outras localidades. Esta técnica permite o acesso a conteúdos e serviços restritos a determinadas regiões, sem comprometer a segurança da conexão.

Aspectos de Implementação e Configuração

A implementação de uma VPN demanda a configuração de dispositivos e servidores com foco na segurança e na estabilidade da conexão. Este processo envolve etapas que vão desde a instalação do software dedicado até a definição dos parâmetros de segurança.

Os administradores de rede devem definir políticas de autenticação que garantam o acesso restrito a usuários autorizados.

A configuração dos protocolos exige a definição de chaves criptográficas, a escolha dos algoritmos e a implementação de regras de roteamento que direcionem o tráfego de forma adequada.

Em ambientes corporativos, a integração de uma VPN à infraestrutura de rede envolve a adoção de medidas que garantam a compatibilidade entre dispositivos e a continuidade dos serviços.

A atualização periódica dos sistemas e a revisão das políticas de segurança formam parte de um ciclo contínuo de manutenção e aprimoramento da rede.

A documentação técnica associada à implementação auxilia os administradores na identificação de possíveis vulnerabilidades e na adoção de medidas preventivas.

Não deixe de acompanhar os posts do blog AmanhãTech para obter mais informações técnicas e atualizações sobre tecnologia e cibersegurança.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima