A primeira dúvida de quem começa um canal é saber quanto o YouTube paga por visualização. A resposta não é simples, mas entender como funciona o sistema de monetização da plataforma pode fazer toda a diferença na estratégia de crescimento.

Como o YouTube calcula o pagamento por visualização
O YouTube não paga diretamente por visualizações. O pagamento vem dos anúncios veiculados nos vídeos por meio do programa Google AdSense. A métrica principal é o CPM (Custo por Mil Impressões), que representa quanto os anunciantes estão dispostos a pagar a cada mil visualizações com anúncios.
Outro fator é o RPM (Receita por Mil), que mostra quanto o criador realmente recebe por mil visualizações, descontadas as taxas do YouTube. A plataforma retém 45% da receita gerada pelos anúncios.
CPM e RPM variam de acordo com fatores como:
- País do público
- Nicho do canal
- Tipo de anúncio exibido
- Engajamento do vídeo
- Tempo de exibição
Médias reais de CPM e RPM e quanto o YouTube paga por visualização por região e nicho
O CPM nos Estados Unidos costuma ser mais alto, variando entre US$ 4 e US$ 15. No Brasil, a média é mais baixa, girando entre R$ 3 e R$ 10. Já o RPM brasileiro costuma variar de R$ 1,50 a R$ 5,00, segundo relatórios de plataformas como Creator Insider e dados públicos de grandes canais.
Canais de finanças e tecnologia tendem a ter CPM mais alto, pois atraem anunciantes com maior poder de investimento. Já canais de entretenimento, música ou vlogs têm CPM mais baixo, mesmo com maior volume de visualizações.
Quanto o YouTube paga por visualização, na prática
Para entender melhor, considere um canal brasileiro com RPM médio de R$ 3,00. Isso significa que, a cada 1.000 visualizações, o criador recebe R$ 3,00. Logo, cada visualização rende, em média, R$ 0,003 (ou três décimos de centavo de real).
Com isso, para ganhar R$ 1.000, o canal precisaria de aproximadamente 333.000 visualizações. No caso de um RPM mais alto, como R$ 6,00, esse valor cai para cerca de 166.000 visualizações.
Visualizações monetizadas vs. visualizações totais
Nem toda visualização é monetizada. Muitos usuários usam bloqueadores de anúncios ou pulam os vídeos antes da exibição do anúncio. Em média, apenas 40% a 80% das visualizações de um vídeo geram receita, conforme estimativas de empresas como TubeBuddy e Think with Google.
Ou seja, se um vídeo tem 100 mil views, é possível que apenas 50 mil tenham gerado receita publicitária. Isso reduz diretamente o valor final recebido pelo criador.
Outras fontes de receita dentro do YouTube
Diversificar as fontes de receita é uma das tendências para redes sociais em 2025. Além da monetização por visualização, o YouTube oferece outras formas de gerar receita:
- Super Chats em lives
- Assinaturas de canal
- YouTube Premium (parte da assinatura vai para o criador)
- Loja de produtos integrados
- Parcerias com marcas e publis
Canais que diversificam essas fontes conseguem superar a limitação dos baixos valores pagos por visualização.
Quanto o YouTube paga por visualização em casos reais de criadores de conteúdo
O canal “Me Poupe!”, comandado por Nathalia Arcuri, referência nacional em finanças pessoais, já revelou em entrevistas e eventos que seu RPM médio pode ultrapassar R$ 8,00, especialmente em vídeos com alta retenção e conteúdo educativo.
Segundo dados divulgados no podcast da StartSe, vídeos com segmentação eficiente chegam a ter CPM superior a R$ 20,00, especialmente quando abordam investimentos ou planejamento financeiro.
Por outro lado, o canal Canal KondZilla, o maior do Brasil no segmento de música, já declarou publicamente que seu RPM médio gira em torno de R$ 1,20 a R$ 2,00, dependendo do tipo de vídeo. Mesmo com bilhões de visualizações, a receita por visualização é menor devido a restrições de direitos autorais e ao tipo de publicidade atrelada a conteúdos musicais.
Dicas para aumentar o RPM do canal
- Produza conteúdo com valor agregado, voltado para resolução de problemas
- Foque em nichos valorizados, como finanças, educação e tecnologia
- Alimente o algoritmo de interesse mantendo uma boa retenção de audiência (acima de 50%)
- Incentive comentários e compartilhamentos
- Crie vídeos com mais de 8 minutos para habilitar múltiplos anúncios
Essas ações elevam o interesse de anunciantes e aumentam as chances de obter CPM e RPM mais altos.
Quanto o YouTube paga por visualização para YouTube Shorts
Desde 2023, o YouTube passou a monetizar os Shorts. O modelo, no entanto, é diferente: os criadores recebem parte do fundo de monetização e de uma receita coletiva baseada em visualizações.
Na prática, Shorts têm RPM mais baixo, geralmente entre R$ 0,30 e R$ 1,00, mas podem alcançar volumes muito maiores de visualizações, o que compensa em escala. Em janeiro de 2025, o YouTube começou a testar anúncios de formato vertical com segmentação contextual, o que pode elevar ligeiramente o RPM nos próximos meses.
Vale a pena viver de YouTube?
Sim, desde que o canal tenha consistência, uma estratégia de crescimento clara e fontes de receita além da monetização tradicional. Criadores que se destacam conseguem viver confortavelmente mesmo com RPM médio, ao combinar parcerias, produtos próprios e assinaturas.
Como não existe um valor fixo sobre quanto o YouTube paga por visualização, você pode fazer estimativas.
Em 2025, a média no Brasil varia entre R$ 0,003 e R$ 0,012 por view, de acordo com dados atualizados de agências de marketing digital e criadores de conteúdo. Esses valores continuam altamente dependentes do nicho, do perfil do público e da retenção do vídeo.
Em suma, quanto o YouTube paga por visualização depende de muitos fatores. Se você quer entender melhor como funciona a monetização em plataformas digitais, leia também nosso post Como Monetizar TikTok em 2025: Guia Completo de Estratégias Avançadas e amplie sua visão de mercado.